Não vou acusar A, B ou C pelo infeliz incidente ocorrido ontem na Vila Belmiro, até pela manifestação do Cosmo (através do Indio) sobre a reação da diretoria da Torcida Jovem no caso de agressão ao Emerson Leão.
Poderia dizer o que a maioria certamente deseja, que os culpados sejam punidos, que o Santos se disponha a ajudar o treinador, que o cidadão Emerson Leão não merece ter tal tratamento primeiro pela pessoa que é, e depois por ter ganhado títulos aqui, por ter defendido o clube da ação de empresários, etc, etc...
Eu vou resumir tudo o que acho sobre essa situação em uma frase:
Nem torcedor, nem dirigente, nem jogador, ninguém tem o direito de "corintianilizar" o Santos.
E este ano é o que mais estão tentando fazer, transformar o Santos na bomba relógio que o Corinthians era ano passado.
Será que esse ano e o ano que vem, demoram muito para acabar?
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Depois de uma longa e tenebrosa semana...
Peço desculpas aos poucos que leem este blog...
Durante esta semana, precisei estar ausente das atividades esportivas, bloguísticas e cervejísticas por motivos pessoais, porém, tudo volta ao normal e deixarei meus pitacos sobre os dois jogos que eu não comentei:
Santos x São Paulo
Não vi o jogo, apenas os melhores momentos.
Não dá para comentar aspectos técnicos do jogo, porém, pelos melhores momentos, pela escalação e pelo o que eu consegui ouvir na rádio, o resultado foi bom mesmo que tenha deixado o santista com a sensação que era possível vencer o São Paulo lá.
Santos x Vitória
Esse sim, assisti e gastarei algumas linhas sobre o jogo.
Há muito tempo, este blogueiro tem dito que o Santos precisava fazer o arroz feijão, sem invencionices "tátiticas", sem deslocamentos muito complicados pois além da fase não ser boa, e do time não ser brilhante técnicamente, esse tipo de deslocamento tem que ser treinado a exaustão para não deixar buracos defensivos.
Era onde Leão errava ao tentar fazer que Wesley executasse várias funções.
Era onde Cuca errava ao acreditar que o time poderia variar entre 5 esquemas táticos num jogo só.
É onde Márcio Fernandes tem acertado em cheio.
O tal do padrão tático, e a tal da memória tática que eu tanto defendi aqui neste blog, tornaram o Santos um time.
Além disso, dois jogadores cairam como uma luva nesse time: Bida e Wendell.
O primeiro é o jogador que Luxemburgo procurou desde a saída de Wendell (o outro) para o Bordeaux. Um jogador com capacidade de marcar e sair para o jogo, que consiga executar a função de terceiro volante pela esquerda, com poder de marcação aceitável e com boa saída de bola.
Mesmo que ele lembre em vários momentos o Cléber Santana (o que não é nada elogioso, principalmente quando se trata da preguiça), é um jogador que parece ter se encaixado bem ao esquema do Márcio Fernandes e que parece não ter sentido o peso da camisa, do momento conturbado...
O Wendell é o melhor lateral que passou pelo Santos desde 2006, mesmo sendo um volante improvisado.
É só notar que depois que ele foi efetivado na lateral direita, não existem mais as avenidas pelos lados da defesa santista (muito em função também do posicionamento do Carletto, que se não marca bem, pelo menos corre). Os nossos zagueiros pouco tem saído para os lados do campo, fazendo com que o futebol do limitadíssimo Domingos, e do gênio Fabiasno "novo Baresi que tá doido pra ser negociado" Eller melhorasse demais.
Inclua-se nesse processo de evolução:
* A volta do Rodrigo Souto ao meio campo. Esse parece ter reencontrado o futebol perdido em 2007...Até o nenhum futebol do Brum melhorou!
* A óbvia efetivação do Cuevas como companheiro de ataque do Kléber Pereira.
O paraguaio não é de fazer gols, não é de soltar a bola com velocidade, mas faz o que o Kléber Pereira precisa: se movimenta.
É o que o Leão tentou fazer com o Wesley, só que o garoto não apresentou bola para isso...
* A escalação de um jogador que exerca a função de meia, seja ele Michael ou Molina.
Apesar de não achar o Michael um jogador para exercer essa função de meia, por ver nele um condutor de bola e não um armador e, do Molina ainda não apresentar um futebol regular mesmo me dando a nítida impressão que é o único jogador de qualidade para pensar uma jogada nesse time, há alguém determinado para fazer a função de levar a bola ao ataque de algum jeito diferente dos chutões da zaga.
O resumo da ópera é que, depois de eu não ver durante meses a tal da evolução no time, o Márcio Fernandes fazendo o simples, dando padrão de jogo ao time e não inventando, começa a fazer o time jogar relativamente bem.
Agora, serão 10 dias de treino para um jogo decisivo, contra o Fluminense do "genial" Cuca.
Pontos esses que são decisivos para que 2008 dê ao santista uma trégua.
Pois este ano, está dose para elefante...
Durante esta semana, precisei estar ausente das atividades esportivas, bloguísticas e cervejísticas por motivos pessoais, porém, tudo volta ao normal e deixarei meus pitacos sobre os dois jogos que eu não comentei:
Santos x São Paulo
Não vi o jogo, apenas os melhores momentos.
Não dá para comentar aspectos técnicos do jogo, porém, pelos melhores momentos, pela escalação e pelo o que eu consegui ouvir na rádio, o resultado foi bom mesmo que tenha deixado o santista com a sensação que era possível vencer o São Paulo lá.
Santos x Vitória
Esse sim, assisti e gastarei algumas linhas sobre o jogo.
Há muito tempo, este blogueiro tem dito que o Santos precisava fazer o arroz feijão, sem invencionices "tátiticas", sem deslocamentos muito complicados pois além da fase não ser boa, e do time não ser brilhante técnicamente, esse tipo de deslocamento tem que ser treinado a exaustão para não deixar buracos defensivos.
Era onde Leão errava ao tentar fazer que Wesley executasse várias funções.
Era onde Cuca errava ao acreditar que o time poderia variar entre 5 esquemas táticos num jogo só.
É onde Márcio Fernandes tem acertado em cheio.
O tal do padrão tático, e a tal da memória tática que eu tanto defendi aqui neste blog, tornaram o Santos um time.
Além disso, dois jogadores cairam como uma luva nesse time: Bida e Wendell.
O primeiro é o jogador que Luxemburgo procurou desde a saída de Wendell (o outro) para o Bordeaux. Um jogador com capacidade de marcar e sair para o jogo, que consiga executar a função de terceiro volante pela esquerda, com poder de marcação aceitável e com boa saída de bola.
Mesmo que ele lembre em vários momentos o Cléber Santana (o que não é nada elogioso, principalmente quando se trata da preguiça), é um jogador que parece ter se encaixado bem ao esquema do Márcio Fernandes e que parece não ter sentido o peso da camisa, do momento conturbado...
O Wendell é o melhor lateral que passou pelo Santos desde 2006, mesmo sendo um volante improvisado.
É só notar que depois que ele foi efetivado na lateral direita, não existem mais as avenidas pelos lados da defesa santista (muito em função também do posicionamento do Carletto, que se não marca bem, pelo menos corre). Os nossos zagueiros pouco tem saído para os lados do campo, fazendo com que o futebol do limitadíssimo Domingos, e do gênio Fabiasno "novo Baresi que tá doido pra ser negociado" Eller melhorasse demais.
Inclua-se nesse processo de evolução:
* A volta do Rodrigo Souto ao meio campo. Esse parece ter reencontrado o futebol perdido em 2007...Até o nenhum futebol do Brum melhorou!
* A óbvia efetivação do Cuevas como companheiro de ataque do Kléber Pereira.
O paraguaio não é de fazer gols, não é de soltar a bola com velocidade, mas faz o que o Kléber Pereira precisa: se movimenta.
É o que o Leão tentou fazer com o Wesley, só que o garoto não apresentou bola para isso...
* A escalação de um jogador que exerca a função de meia, seja ele Michael ou Molina.
Apesar de não achar o Michael um jogador para exercer essa função de meia, por ver nele um condutor de bola e não um armador e, do Molina ainda não apresentar um futebol regular mesmo me dando a nítida impressão que é o único jogador de qualidade para pensar uma jogada nesse time, há alguém determinado para fazer a função de levar a bola ao ataque de algum jeito diferente dos chutões da zaga.
O resumo da ópera é que, depois de eu não ver durante meses a tal da evolução no time, o Márcio Fernandes fazendo o simples, dando padrão de jogo ao time e não inventando, começa a fazer o time jogar relativamente bem.
Agora, serão 10 dias de treino para um jogo decisivo, contra o Fluminense do "genial" Cuca.
Pontos esses que são decisivos para que 2008 dê ao santista uma trégua.
Pois este ano, está dose para elefante...
domingo, 24 de agosto de 2008
Santos 2x0 Cruzeiro – Enfim uma vitória! E sobre um bom time!
Há tempos que não saia da Vila Belmiro satisfeito com uma atuação do Santos. Aliás, há muito tempo que não via o Santos jogar uma partida de forma competente, convincente e ganhar de um time candidato ao título.
Está tudo certo e agora somos candidatos ao título? Não.
Porém, parece que há mesmo uma luz no fim do túnel e essa luz não é um trem vindo na contramão.
Depois de tanto reclamar, questionar parece que alguém na Vila Belmiro leu os blogs de alguns santistas.
O Santos há três jogos tem o mesmo esquema de jogo, independente de quem jogue ou do resultado que obtenha, logo, o 4-3-1-2 implantado pelo Márcio Fernandes começaria a dar resultados. E deu hoje.
O time ficou menos exposto, pois a cada movimentação de jogadores durante a partida, o outro sabia exatamente onde deveria estar e o que deveria fazer. A tal da memória tática parece que, enfim, chega a Vila Belmiro.
Há detalhes importantes:
OS LATERAIS MARCARAM
Wendell jogou hoje mais do que todos os laterais que o Santos teve em 2008 juntos. Deu muito mais consistência defensiva ao time fazendo assim com quem Domingos e Eller não saíssem feito uns malucos para cobrir a lateral direita, e ainda chegou ao ataque de forma até surpreendente.
Já Carletto fez a torcida hoje sequer lembrar-se do Kleber.
Não que ele tenha sido genial, mas o fato dele conseguir cobrir o seu setor, chegar à linha de fundo e abrir espaço pela lateral de campo, deu uma imensa melhora ao setor defensivo já que o Fabiano Eller (que fez até uma boa partida, por isso não vou chamá-lo hoje de Fabiasno) não precisava correr o tempo todo para cobrir a lateral de campo.
Como não poderia deixar de ser tenho que fazer um agradecimento e um pedido:
OBRIGADO DUNGA E CBF!
AGORA VENDE O KLÉBER FIGGER!
O TRIPÉ DE VOLANTES FUNCIONOU
Brum foi eficiente no desarme, mesmo tendo um passe terrível. Fez o trivial: desarmou e tocou para o lado;
Bida, apesar da preguiça foi muito bem. O Vitória deve ter uma fábrica de “Cléber Santanas”, pois ele é idêntico ao ex-jogador do Santos. Inclusive na dificuldade de dominar a bola na canhota, no “sono” e na preguiça.
Rodrigo Souto tem que ser analisado à parte neste jogo.
Primeiro que ele não parecia que estava há meses sem jogar futebol, depois, que ele fez uma partida primorosa. A qualidade que a sua entrada deu ao passe santista é coisa para se pensar.
Foi mais um que fez hoje, uma partida melhor que tinha feito no ano inteiro.
TIVEMOS UM ARMADOR
Michel não é um jogador que tem por característica distribuir o jogo. Ele está longe de ser o camisa 10 dos sonhos de qualquer torcedor santista por ser só um carregador de bola e um bom driblador.
Só que hoje o time pelo menos teve alguém para levar a bola ao ataque.
Com volantes chegando, com laterais passando pelas laterais (e não fechando pelo meio) o trabalho dele foi facilitado.
Não acho que ele seja o jogador para fazer essa função, acho que o único cara do elenco que tem qualidade e característica para fazer isso é o Molina que entrou no segundo tempo.
E o Molina, mesmo sem ritmo de jogo, mesmo ainda perdendo bolas bobas no fim do jogo, fez o que se espera de um armador no segundo gol do Kléber Pereira.
A BOLA CHEGOU AO ATAQUE
Cuevas é outro que não é gênio, mas o simples fato de ser um jogador de movimentação dá ao Kleber Pereira a possibilidade de ficar mais próximo a área, que é onde ele deve jogar. Com Lima, “OJ” Pereira era obrigado a sair mais da área, deixando a finalização da jogada para o “esforçado” Lima (para ser bacana com ele).
O deslocamento de Cuevas desviou a atenção que a zaga cruzeirense tinha sobre o Kleber Pereira, logo, ele teve mais jogadas de conclusão claras a gol. E como ele é bom centroavante, com chances de gol e com o mínimo de vontade, vai marcar sempre.
E o que foi animador: quando Cuevas cansou, entrou Wesley.
Um jogador de movimentação, por outro jogador de movimentação!
CONCLUSÃO
O que ganha jogo é o óbvio!
Dois zagueiros;
Dois laterais que antes de apoiarem como malucos saibam ao menos cobrir o próprio setor;
Um volante que desarme e toque para o lado, sem complicar;
Dois volantes que saibam jogar e que também marquem;
Um meia de ligação, ou alguém que tente fazer essa função;
Um atacante de movimentação e um atacante fixo na área.
Se o técnico escalar jogadores dentro dessas características e, principalmente, substituir um titular por um reserva de característica igual, a coisa pode melhorar.
Acho que devemos ter paciência, se esse time for o do Márcio e se ele não inventar em substituições, esquemas táticos.
Afinal já aturamos invencionices táticas do Leão ao achar que o Wesley poderia executar 14 funções dentro do campo e mais invencionices ainda do Cuca ao tentar, no mesmo jogo, fazer o time jogar no 3-4-3, no 4-3-3, no 3-5-2 com um simples acenar de mãos. E tudo isso sem treino.
O jogo contra o São Paulo é ultra complicado, ainda não dá para pensar em nada diferente de apenas fugir do rebaixamento.
Se esse time ganhar os jogos que tem na Vila Belmiro, já será excelente e o suficiente para evitar que o ano acabe em desastre.
Mas o animador é que pela primeira vez no ano, vi a tal evolução do time.
Pela primeira vez no ano, vi um time com padrão tático de jogo idêntico ao do jogo anterior.
É manter isso, dar memória tática a esse time!
E rezar, muito!
Está tudo certo e agora somos candidatos ao título? Não.
Porém, parece que há mesmo uma luz no fim do túnel e essa luz não é um trem vindo na contramão.
Depois de tanto reclamar, questionar parece que alguém na Vila Belmiro leu os blogs de alguns santistas.
O Santos há três jogos tem o mesmo esquema de jogo, independente de quem jogue ou do resultado que obtenha, logo, o 4-3-1-2 implantado pelo Márcio Fernandes começaria a dar resultados. E deu hoje.
O time ficou menos exposto, pois a cada movimentação de jogadores durante a partida, o outro sabia exatamente onde deveria estar e o que deveria fazer. A tal da memória tática parece que, enfim, chega a Vila Belmiro.
Há detalhes importantes:
OS LATERAIS MARCARAM
Wendell jogou hoje mais do que todos os laterais que o Santos teve em 2008 juntos. Deu muito mais consistência defensiva ao time fazendo assim com quem Domingos e Eller não saíssem feito uns malucos para cobrir a lateral direita, e ainda chegou ao ataque de forma até surpreendente.
Já Carletto fez a torcida hoje sequer lembrar-se do Kleber.
Não que ele tenha sido genial, mas o fato dele conseguir cobrir o seu setor, chegar à linha de fundo e abrir espaço pela lateral de campo, deu uma imensa melhora ao setor defensivo já que o Fabiano Eller (que fez até uma boa partida, por isso não vou chamá-lo hoje de Fabiasno) não precisava correr o tempo todo para cobrir a lateral de campo.
Como não poderia deixar de ser tenho que fazer um agradecimento e um pedido:
OBRIGADO DUNGA E CBF!
AGORA VENDE O KLÉBER FIGGER!
O TRIPÉ DE VOLANTES FUNCIONOU
Brum foi eficiente no desarme, mesmo tendo um passe terrível. Fez o trivial: desarmou e tocou para o lado;
Bida, apesar da preguiça foi muito bem. O Vitória deve ter uma fábrica de “Cléber Santanas”, pois ele é idêntico ao ex-jogador do Santos. Inclusive na dificuldade de dominar a bola na canhota, no “sono” e na preguiça.
Rodrigo Souto tem que ser analisado à parte neste jogo.
Primeiro que ele não parecia que estava há meses sem jogar futebol, depois, que ele fez uma partida primorosa. A qualidade que a sua entrada deu ao passe santista é coisa para se pensar.
Foi mais um que fez hoje, uma partida melhor que tinha feito no ano inteiro.
TIVEMOS UM ARMADOR
Michel não é um jogador que tem por característica distribuir o jogo. Ele está longe de ser o camisa 10 dos sonhos de qualquer torcedor santista por ser só um carregador de bola e um bom driblador.
Só que hoje o time pelo menos teve alguém para levar a bola ao ataque.
Com volantes chegando, com laterais passando pelas laterais (e não fechando pelo meio) o trabalho dele foi facilitado.
Não acho que ele seja o jogador para fazer essa função, acho que o único cara do elenco que tem qualidade e característica para fazer isso é o Molina que entrou no segundo tempo.
E o Molina, mesmo sem ritmo de jogo, mesmo ainda perdendo bolas bobas no fim do jogo, fez o que se espera de um armador no segundo gol do Kléber Pereira.
A BOLA CHEGOU AO ATAQUE
Cuevas é outro que não é gênio, mas o simples fato de ser um jogador de movimentação dá ao Kleber Pereira a possibilidade de ficar mais próximo a área, que é onde ele deve jogar. Com Lima, “OJ” Pereira era obrigado a sair mais da área, deixando a finalização da jogada para o “esforçado” Lima (para ser bacana com ele).
O deslocamento de Cuevas desviou a atenção que a zaga cruzeirense tinha sobre o Kleber Pereira, logo, ele teve mais jogadas de conclusão claras a gol. E como ele é bom centroavante, com chances de gol e com o mínimo de vontade, vai marcar sempre.
E o que foi animador: quando Cuevas cansou, entrou Wesley.
Um jogador de movimentação, por outro jogador de movimentação!
CONCLUSÃO
O que ganha jogo é o óbvio!
Dois zagueiros;
Dois laterais que antes de apoiarem como malucos saibam ao menos cobrir o próprio setor;
Um volante que desarme e toque para o lado, sem complicar;
Dois volantes que saibam jogar e que também marquem;
Um meia de ligação, ou alguém que tente fazer essa função;
Um atacante de movimentação e um atacante fixo na área.
Se o técnico escalar jogadores dentro dessas características e, principalmente, substituir um titular por um reserva de característica igual, a coisa pode melhorar.
Acho que devemos ter paciência, se esse time for o do Márcio e se ele não inventar em substituições, esquemas táticos.
Afinal já aturamos invencionices táticas do Leão ao achar que o Wesley poderia executar 14 funções dentro do campo e mais invencionices ainda do Cuca ao tentar, no mesmo jogo, fazer o time jogar no 3-4-3, no 4-3-3, no 3-5-2 com um simples acenar de mãos. E tudo isso sem treino.
O jogo contra o São Paulo é ultra complicado, ainda não dá para pensar em nada diferente de apenas fugir do rebaixamento.
Se esse time ganhar os jogos que tem na Vila Belmiro, já será excelente e o suficiente para evitar que o ano acabe em desastre.
Mas o animador é que pela primeira vez no ano, vi a tal evolução do time.
Pela primeira vez no ano, vi um time com padrão tático de jogo idêntico ao do jogo anterior.
É manter isso, dar memória tática a esse time!
E rezar, muito!
sábado, 23 de agosto de 2008
Salve Tim!
Eu peço antecipadamente desculpas a quem vai ler esta baboseira que escreverei a seguir, porém, quem me conhece sabe que as vezes eu crio uns "links" entre duas situações completamente distintas, que são criados e só fazem sentido na minha cabeça.
Mas como esse blog é meu, eu me dou ao direito de escrever mais bobagens do que vocês normalmente já leem...
Ontem estive na Pompéia, assistindo a um show de Tributo ao Tim Maia, capitaneado pela Banda Black Rio, com participação do Mano Brown, Dom Pixote, Du Bronks...
Recomendo o show para quem puder asistir e gostar de música boa, ouvir as músicas do Tim muito bem tocadas e cantadas, do jeito que eram executadas por ele e pela Banda Vitória Régia é algo raro hoje em dia.
Eu não vi o Tim Maia em um show ao vivo. É uma das grandes frustrações musicais que eu tenho na vida.
Mas, Tim Maia é uma das coisas que eu lembro de ouvir muito por aí, desde que me conheço por gente.
Ontem ao ver uma banda de espetacular tocando os sons dele, contando algumas histórias do jeitão extremamente verdadeiro que o Tim possuía ao lidar com o seu público, com a banda, com quem o cercava me fez ter a seguinte idéia:
Chamem os místicos, e peçam para o Tim ir até a Vila assumir qualquer coisa!
Não, ele não iria lá para bater uma bola.
Apesar que, se o Tim fosse jogador, teria o talento do Denner, os muitos quilos a mais dos Ronaldos e o temperamento do Edmundo. Mesmo com os quilos a mais e o temperamento, tamanho talento resolveria todo e qualquer problema do Santos.
Mas ele poderia assumir alguma coisa lá, a presidência, o futebol, o time...
Se o Tim assumisse o posto de presidente de Marcelo Teixeira, faria muito melhor que o atual presidente. Não por paixão, pois não deixo de admitir o amor que presidente do Santos tem pelo clube, e sim por competência. Tim era competente em tudo o que fazia, se não tivesse competência, simplesmente dizia "tô fora!".
Tenho certeza que se o Tim chegasse e ganhasse o cargo de diretor de futebol, reclamaria do "retorno" dado pela presidência.
A cada ligação do Figger, oferecendo jogadores, com certeza cantaria “Se alguém ligou, acenda o farol...".
Se o Tim chegasse a Vila Belmiro para dar uma entrevista coletiva, reclamaria certamente da assessoria de ser podado e por não poder dizer tudo o que via dentro do Santos (como na comunidade do orkut Santos o Time da Virada, por exemplo, não é?)...
Se fosse treinador, não esconderia os problemas de "harmonia" entre o elenco, e acabaria com uma dúvida que vez ou outra ronda os torcedores, sobre o pagamento do "cachê" aos "artistas". E com certeza, se a banda da Vila desafinasse, começaria tudo de novo até que os caras fizessem o certo...
Dúvido que incompetentes como FabiASNO Eller, Fabão, Douglas teriam espaço na vitória régia santista. Dúvido que a má vontade do Kléber teria espaço nessa banda...
E apesar de ter passado por uma fase samba, jamais a Vila teria ouvido falar na "turma do samba"...Tim não deixava ninguém pressioná-lo, ele fazia o que queria e o que gostava.
No máximo alguns jogadores teriam que ler sobre a Cultura Racional, mas provavelmente, Tim suspenderia a ordem da leitura depois de algum tempo, alegando que tudo o que estava escrito nos livros era uma grande bobagem...
Como uma grande bobagem é esse texto no tópico...
Que serve só para reverenciar o Tim, para comprovar que eu estou ficando velho e para matar a minha saudade de boa música...
Mas como esse blog é meu, eu me dou ao direito de escrever mais bobagens do que vocês normalmente já leem...
Ontem estive na Pompéia, assistindo a um show de Tributo ao Tim Maia, capitaneado pela Banda Black Rio, com participação do Mano Brown, Dom Pixote, Du Bronks...
Recomendo o show para quem puder asistir e gostar de música boa, ouvir as músicas do Tim muito bem tocadas e cantadas, do jeito que eram executadas por ele e pela Banda Vitória Régia é algo raro hoje em dia.
Eu não vi o Tim Maia em um show ao vivo. É uma das grandes frustrações musicais que eu tenho na vida.
Mas, Tim Maia é uma das coisas que eu lembro de ouvir muito por aí, desde que me conheço por gente.
Ontem ao ver uma banda de espetacular tocando os sons dele, contando algumas histórias do jeitão extremamente verdadeiro que o Tim possuía ao lidar com o seu público, com a banda, com quem o cercava me fez ter a seguinte idéia:
Chamem os místicos, e peçam para o Tim ir até a Vila assumir qualquer coisa!
Não, ele não iria lá para bater uma bola.
Apesar que, se o Tim fosse jogador, teria o talento do Denner, os muitos quilos a mais dos Ronaldos e o temperamento do Edmundo. Mesmo com os quilos a mais e o temperamento, tamanho talento resolveria todo e qualquer problema do Santos.
Mas ele poderia assumir alguma coisa lá, a presidência, o futebol, o time...
Se o Tim assumisse o posto de presidente de Marcelo Teixeira, faria muito melhor que o atual presidente. Não por paixão, pois não deixo de admitir o amor que presidente do Santos tem pelo clube, e sim por competência. Tim era competente em tudo o que fazia, se não tivesse competência, simplesmente dizia "tô fora!".
Tenho certeza que se o Tim chegasse e ganhasse o cargo de diretor de futebol, reclamaria do "retorno" dado pela presidência.
A cada ligação do Figger, oferecendo jogadores, com certeza cantaria “Se alguém ligou, acenda o farol...".
Se o Tim chegasse a Vila Belmiro para dar uma entrevista coletiva, reclamaria certamente da assessoria de ser podado e por não poder dizer tudo o que via dentro do Santos (como na comunidade do orkut Santos o Time da Virada, por exemplo, não é?)...
Se fosse treinador, não esconderia os problemas de "harmonia" entre o elenco, e acabaria com uma dúvida que vez ou outra ronda os torcedores, sobre o pagamento do "cachê" aos "artistas". E com certeza, se a banda da Vila desafinasse, começaria tudo de novo até que os caras fizessem o certo...
Dúvido que incompetentes como FabiASNO Eller, Fabão, Douglas teriam espaço na vitória régia santista. Dúvido que a má vontade do Kléber teria espaço nessa banda...
E apesar de ter passado por uma fase samba, jamais a Vila teria ouvido falar na "turma do samba"...Tim não deixava ninguém pressioná-lo, ele fazia o que queria e o que gostava.
No máximo alguns jogadores teriam que ler sobre a Cultura Racional, mas provavelmente, Tim suspenderia a ordem da leitura depois de algum tempo, alegando que tudo o que estava escrito nos livros era uma grande bobagem...
Como uma grande bobagem é esse texto no tópico...
Que serve só para reverenciar o Tim, para comprovar que eu estou ficando velho e para matar a minha saudade de boa música...
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Santos 1x1 Ipatinga
Rumo ao plano seguro de São Pirilinho!
Sim, continuamos seguindo firme, caminhando a passos largos para ser o segundo time rebaixado para a segunda divisão do campeonato brasileiro. Sim, nessa toada seremos o segundo time rebaixado, pois não há nada pior nesse campeonato brasileiro que esse time do Ipatinga.
O Santos hoje foi um misto de tudo o que foi desde o começo do campeonato: um time desorganizado, sem vontade, incompetente.
Continuamos batendo no mantra da evolução do time, alguém vai dizer que o time hoje evoluiu, a defesa melhorou afinal, jogou contra o pior ataque do campeonato, desfalcado e em noite pouquíssimo inspirada.
Eu não gosto de tapar o sol com a peneira, não gosto de me sentir iludido por algo que eu realmente não ache convincente.
O time do Santos não foi convincente, o jogo teve momentos de “Desafio ao Galo”, nossa defesa teve trabalho para marcar o genial, brilhante e criativo Ferreira, o ataque não consegue marcar mesmo jogando contra o que é disparado o pior time do campeonato, o time pouco cria, Márcio Fernandes continua perdido, com substituições “a lá Cuca”, o time parece estar completamente rachado.
Vamos por partes:
Márcio Fernandes manteve o mesmo desenho tático do jogo contra o Flamengo: um 4-3-1-2 com a ida de Kleber para a lateral (esse só sai do time contundido mesmo), a manutenção da dupla de volantes Brum e Wendell que teve hoje o estreante Bida completando o triângulo de volantes.
O responsável pela armação do time foi Robson, com a dupla Kléber “OJ” Pereira e Lima.
Um erro já começa por aí.
Tem ficado cada dia mais evidente que ou joga o Lima, ou joga o “OJ”. Os dois juntos não funcionam, “OJ” precisa de um cara que faça justamente o que ele não faz: se movimentar.
Será que a barracão do Cuevas é uma boa possibilidade de tentar resolver o imbróglio do salário criado pela própria diretoria do Santos?
Outra coisa que me incomoda: o que será que acontece para que os jogadores cheguem e já sejam escalados. Seria Márcio Fernandes se defendendo contra as diversas panelas existentes no elenco, escalando jogadores que ainda não acharam alguma panela para participar?
Ou será que o time que estava aí, que no início do ano seria o “revival” daquele time de 2002, é tão ruim que um jogador como o Wendell, que estava há meses sem jogar, consegue chegar, ser titular, correr mais que o time e ainda por cima até ter algum destaque?
Continuo tentando me ater a critérios táticos, técnicos, mas juro que a cada dia fica cada vez mais difícil manter esse blog com postagens atualizadas.
É escrever mais do mesmo, é ser repetitivo, é ter que ter uma criatividade imensa para não repetir que o tal de Kleber “Oba! Vou pro CEPRAF pra não queimar mais” é um jogador omisso, sem vontade, completamente descompromissado com o time. Disse há tempos que, se o Santos não se livrasse dele logo teríamos uma versão rapper norte americano do que se tornou o Carlinhos. Um jogador promissor que literalmente estava encalhado na Vila até a diretoria fazer uma bobagem na renovação do seu contrato.
É ter criatividade para não dizer que Ronaldo Marconato e Coppertino formavam uma dupla de zaga mais confiável que Eller e Domingos (e quem marca nos escanteios contra nós hein?).
É ter criatividade para não entender como é que um treinador de futebol barra o Apodi por entrar em campo e não conseguir exercer algo que não é nunca foi, e jamais será uma característica do jogador. Colocar o Apodi para marcar setor quando o time está ganhando o jogo ou é desconhecimento de bola ou é querer fritar o jogador.
É não repetir que se o Márcio Fernandes diz em entrevista que “não sabe o que está acontecendo” ele assina embaixo as críticas que todos fizeram na sua efetivação por acreditarem que ele não teria “saco roxo” para comandar esse time.
É não falar, de novo, que a bola não chega ao Kléber Pereira.
É não repetir que, a “tchurma” continua culpando Paulo Henrique, Carletto, Domingos, arrebentando com quem é da base e deixando pra lá jogadores como Eller, Kleber que até agora não justificam um centavo pago a eles este ano.
É não repetir que, novamente, empatamos um jogo que a maioria dos times irá vencer. O Ipatinga vai tirar ponto de um ou outro, mas em sua grande maioria, todo mundo irá a Ipatinga para “passar o carro” no primeiro rebaixado.
É não repetir que Leão e Cuca, por mais defeitos que pudessem ter, jamais poderiam ser culpados da atual situação deste time (Cuca foi lá no Recife e fez o que Márcio Fernandes tinha a obrigação de fazer e não fez: botou o time pra frente e ganhou o jogo).
Estou ficando repetitivo. Como esse time é.
E para ser repetitivo: já estou preparado para o pior.
Time com cara de segunda divisão, treinado como um time de segunda divisão, com jogadores de segunda divisão e com um presidente de clube de bairro.
Meu conselho:
Rezem a este santo.
Talvez ele resolva o problema que ele mesmo criou.

Sim, continuamos seguindo firme, caminhando a passos largos para ser o segundo time rebaixado para a segunda divisão do campeonato brasileiro. Sim, nessa toada seremos o segundo time rebaixado, pois não há nada pior nesse campeonato brasileiro que esse time do Ipatinga.
O Santos hoje foi um misto de tudo o que foi desde o começo do campeonato: um time desorganizado, sem vontade, incompetente.
Continuamos batendo no mantra da evolução do time, alguém vai dizer que o time hoje evoluiu, a defesa melhorou afinal, jogou contra o pior ataque do campeonato, desfalcado e em noite pouquíssimo inspirada.
Eu não gosto de tapar o sol com a peneira, não gosto de me sentir iludido por algo que eu realmente não ache convincente.
O time do Santos não foi convincente, o jogo teve momentos de “Desafio ao Galo”, nossa defesa teve trabalho para marcar o genial, brilhante e criativo Ferreira, o ataque não consegue marcar mesmo jogando contra o que é disparado o pior time do campeonato, o time pouco cria, Márcio Fernandes continua perdido, com substituições “a lá Cuca”, o time parece estar completamente rachado.
Vamos por partes:
Márcio Fernandes manteve o mesmo desenho tático do jogo contra o Flamengo: um 4-3-1-2 com a ida de Kleber para a lateral (esse só sai do time contundido mesmo), a manutenção da dupla de volantes Brum e Wendell que teve hoje o estreante Bida completando o triângulo de volantes.
O responsável pela armação do time foi Robson, com a dupla Kléber “OJ” Pereira e Lima.
Um erro já começa por aí.
Tem ficado cada dia mais evidente que ou joga o Lima, ou joga o “OJ”. Os dois juntos não funcionam, “OJ” precisa de um cara que faça justamente o que ele não faz: se movimentar.
Será que a barracão do Cuevas é uma boa possibilidade de tentar resolver o imbróglio do salário criado pela própria diretoria do Santos?
Outra coisa que me incomoda: o que será que acontece para que os jogadores cheguem e já sejam escalados. Seria Márcio Fernandes se defendendo contra as diversas panelas existentes no elenco, escalando jogadores que ainda não acharam alguma panela para participar?
Ou será que o time que estava aí, que no início do ano seria o “revival” daquele time de 2002, é tão ruim que um jogador como o Wendell, que estava há meses sem jogar, consegue chegar, ser titular, correr mais que o time e ainda por cima até ter algum destaque?
Continuo tentando me ater a critérios táticos, técnicos, mas juro que a cada dia fica cada vez mais difícil manter esse blog com postagens atualizadas.
É escrever mais do mesmo, é ser repetitivo, é ter que ter uma criatividade imensa para não repetir que o tal de Kleber “Oba! Vou pro CEPRAF pra não queimar mais” é um jogador omisso, sem vontade, completamente descompromissado com o time. Disse há tempos que, se o Santos não se livrasse dele logo teríamos uma versão rapper norte americano do que se tornou o Carlinhos. Um jogador promissor que literalmente estava encalhado na Vila até a diretoria fazer uma bobagem na renovação do seu contrato.
É ter criatividade para não dizer que Ronaldo Marconato e Coppertino formavam uma dupla de zaga mais confiável que Eller e Domingos (e quem marca nos escanteios contra nós hein?).
É ter criatividade para não entender como é que um treinador de futebol barra o Apodi por entrar em campo e não conseguir exercer algo que não é nunca foi, e jamais será uma característica do jogador. Colocar o Apodi para marcar setor quando o time está ganhando o jogo ou é desconhecimento de bola ou é querer fritar o jogador.
É não repetir que se o Márcio Fernandes diz em entrevista que “não sabe o que está acontecendo” ele assina embaixo as críticas que todos fizeram na sua efetivação por acreditarem que ele não teria “saco roxo” para comandar esse time.
É não falar, de novo, que a bola não chega ao Kléber Pereira.
É não repetir que, a “tchurma” continua culpando Paulo Henrique, Carletto, Domingos, arrebentando com quem é da base e deixando pra lá jogadores como Eller, Kleber que até agora não justificam um centavo pago a eles este ano.
É não repetir que, novamente, empatamos um jogo que a maioria dos times irá vencer. O Ipatinga vai tirar ponto de um ou outro, mas em sua grande maioria, todo mundo irá a Ipatinga para “passar o carro” no primeiro rebaixado.
É não repetir que Leão e Cuca, por mais defeitos que pudessem ter, jamais poderiam ser culpados da atual situação deste time (Cuca foi lá no Recife e fez o que Márcio Fernandes tinha a obrigação de fazer e não fez: botou o time pra frente e ganhou o jogo).
Estou ficando repetitivo. Como esse time é.
E para ser repetitivo: já estou preparado para o pior.
Time com cara de segunda divisão, treinado como um time de segunda divisão, com jogadores de segunda divisão e com um presidente de clube de bairro.
Meu conselho:
Rezem a este santo.
Talvez ele resolva o problema que ele mesmo criou.
Imagem criada e cedida pelo Kiske.
Créditos a quem merece, sempre.
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